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O refluxo gastroesofágico é uma condição que pode transformar uma refeição prazerosa em uma experiência desconfortável e dolorosa. Se você já sentiu queimação no peito que parece subir até a garganta, sabe o quanto pode ser incômodo¹.
Esse é apenas um dos sintomas de refluxo gastroesofágico. Porém, você pode se perguntar: o que realmente causa esse problema? Será que tem relação com a alimentação, estresse do dia a dia ou aspectos mais graves? Existe cura para o refluxo?¹
Neste artigo, vamos explorar detalhadamente essas questões e apontar as alternativas de tratamento desse desconforto, desde mudanças simples no estilo de vida até intervenções médicas mais complexas¹.
Resumo
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O refluxo gastroesofágico é uma condição médica em que o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago e causa irritação e inflamação¹.
Normalmente, o esfíncter esofágico inferior, um tipo de válvula entre o esôfago e o estômago, impede que os ácidos estomacais “subam”. No entanto, quando essa válvula não funciona adequadamente, o ácido pode escapar e provocar azia e regurgitação¹.
Reconhecer o refluxo gastroesofágico é crucial porque, sem o tratamento adequado, pode evoluir para complicações sérias, como esofagite (inflamação do esôfago), úlceras esofágicas e o desenvolvimento de uma condição pré-cancerosa (esôfago de Barrett)¹.
Portanto, identificar os sintomas precocemente e buscar tratamento adequado é fundamental para prevenir danos maiores à saúde e melhorar a qualidade de vida¹.
Existem diferentes causas para refluxo. Diversos fatores podem contribuir para o mau funcionamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) - a válvula que separa o esôfago do estômago¹.
Essa condição ocorre quando a parte superior do estômago se projeta pelo diafragma e entra na cavidade torácica, o que afeta o desempenho do EEI e favorece o refluxo ácido¹.
O excesso de peso, principalmente na barriga, pressiona mais o estômago, o que pode forçar o ácido estomacal a retornar para o esôfago¹.
A obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do refluxo gastroesofágico¹.
Durante a gestação, os hormônios podem relaxar o esfíncter esofágico inferior, e o aumento da pressão abdominal devido ao crescimento do útero pode empurrar o conteúdo estomacal para o esôfago e gerar refluxo¹.
Determinados alimentos e bebidas têm o potencial de relaxar o esfíncter esofágico inferior (EEI) ou aumentar a produção de ácido estomacal, o que desencadeia episódios de refluxo gastroesofágico¹.
Frituras, alimentos gordurosos, chocolate, cafeína, álcool, condimentos picantes e alimentos cítricos são os principais culpados. Esses itens podem irritar o revestimento do esôfago, provocar uma produção excessiva de ácido e exacerbar os sintomas do refluxo¹.
O tabagismo é um fator de risco significativo para o refluxo gastroesofágico. Fumar pode enfraquecer o EEI, a válvula que impede o ácido estomacal de retornar ao esôfago, e facilitar o refluxo¹.
Além disso, o fumo aumenta a produção de ácido gástrico e reduz a produção de saliva, que ajuda a neutralizar a acidez, o que piora os sintomas¹.
Certos medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), bloqueadores de canais de cálcio e relaxantes musculares, podem afetar negativamente o EEI e torná-lo menos eficaz na prevenção do refluxo¹.
Esses medicamentos enfraquecem o músculo do EEI ou aumentam a produção de ácido gástrico, o que aumenta a probabilidade de o conteúdo do estômago voltar para o esôfago e causar irritação¹.
Em algumas pessoas, o esôfago não consegue mover o alimento para o estômago de maneira eficaz. Dessa forma, ocorre o acúmulo de ácido e alimentos, o que favorece o refluxo¹.
O consumo excessivo de álcool pode ser prejudicial ao sistema digestivo e contribuir para o refluxo gastroesofágico. Bebidas alcoólicas têm a capacidade de relaxar o EEI e fazer o ácido estomacal subir para o esôfago¹.
Além disso, a substância irrita o revestimento do estômago e do esôfago, o que agrava a inflamação e intensifica a queimação e o desconforto¹.
Condições de saúde subjacentes, como diabetes e esclerodermia, podem aumentar o risco de refluxo gastroesofágico. A diabetes retarda o esvaziamento gástrico e gera acúmulo de ácido¹.
A esclerodermia, uma doença autoimune que afeta o tecido conjuntivo, pode comprometer a função muscular do esôfago, enfraquecer o EEI e favorecer o refluxo¹.
Essas causas variam de pessoa para pessoa. Em muitos casos, é a combinação de fatores que leva a essa condição¹.
Os sintomas do refluxo gastroesofágico afetam significativamente a qualidade de vida de quem sofre da condição. Conheça os principais¹.
A queimação no estômago, ou pirose, é o sintoma mais comum do refluxo gastroesofágico. Caracteriza-se como uma sensação de ardor que começa na parte inferior do peito e pode se estender até a garganta¹.
Atribui-se esse desconforto ao ácido estomacal, que irrita o revestimento do esôfago. A queimação, geralmente, ocorre após as refeições e tende a piorar quando o indivíduo deita ou se inclina para a frente¹.
A regurgitação é a sensação de que o conteúdo do estômago (alimentos e ácido) volta para a boca ou garganta e deixa um gosto ruim. Esse sintoma é comum durante ou após as refeições e ao deitar¹.
Muitas pessoas com refluxo gastroesofágico experimentam dor no peito e a confundem com dor cardíaca¹.
Descreve-se o desconforto como uma dor aguda, intensa ou em queimação, e pode piorar após as refeições ou ao se deitar¹.
A disfagia é uma sensação de que há uma matéria presa na garganta ou que os alimentos estão "travando" no caminho para o estômago. Tal sintoma decorre da inflamação e do estreitamento do esôfago - o que, por sua vez, é consequência da exposição prolongada ao ácido estomacal¹.
Em casos mais graves, a disfagia pode tornar dolorosa a deglutição¹.
Embora menos comum, algumas pessoas com refluxo gastroesofágico podem sentir náuseas, especialmente após as refeições. Em casos extremos, esse sintoma surge junto com episódios de vômito¹.
O ácido estomacal pode irritar as cordas vocais e provocar rouquidão ou tosse crônica. Esse sintoma é frequentemente mais pronunciado pela manhã e se confunde com outras condições respiratórias, como asma¹.
O refluxo gastroesofágico pode causar mau hálito devido ao ácido e ao conteúdo estomacal que sobem para a boca. A regurgitação constante de alimentos também contribui para o cheiro desagradável¹.
O ácido estomacal que regurgita pode erodir o esmalte dos dentes e provocar problemas dentários, como cáries e sensibilidade dental¹.
Reconhecer os sintomas de refluxo junto com a ajuda de um médico é essencial para adotar o tratamento adequado e evitar complicações¹.
Existem vários medicamentos para refluxo gastroesofágico que o médico pode prescrever com foco em tratar essa condição. Cada alternativa atua de forma diferente, de acordo com a causa do problema².
Embora o Buscopan não trate especificamente o refluxo gastroesofágico, o medicamento alivia a dor no estômago associada a essa condição³.
O Buscopan é um antiespasmódico que relaxa os músculos lisos do trato gastrointestinal e ameniza as cólicas e desconfortos abdominais que acompanham o refluxo³.
Apesar de esses medicamentos serem eficazes no alívio dos sintomas do refluxo, é fundamental lembrar que o uso de qualquer um deve ocorrer sob a orientação de um médico².
Somente um profissional de saúde pode determinar o tratamento adequado com base nos sinais específicos, na gravidade da condição e na saúde geral do paciente².
O uso inadequado de medicamentos pode gerar complicações ou mascarar problemas mais graves. Portanto, consulte sempre um médico antes de iniciar qualquer tratamento².
Para aliviar uma crise de refluxo, alguns remédios caseiros podem complementar abordagens medicamentosas e promover o alívio temporário do desconforto².
Embora o limão seja ácido, a fruta pode ter um efeito alcalinizante no organismo se você diluir o caldo em água. Beber um copo de 200 mL com uma colher de chá de limão pode neutralizar o ácido estomacal e aliviar a azia².
O aloe vera tem propriedades calmantes e anti-inflamatórias que minimizam a irritação no esôfago. Beber um pouco de suco de aloe vera antes das refeições previne sintomas de refluxo².
O bicarbonato de sódio é um antiácido natural. Misturar meia colher de chá de em um copo de água pode neutralizar a acidez estomacal e proporcionar alívio rápido da azia².
No entanto, deve-se usá-lo com cautela, pois o bicarbonato em excesso pode ter efeitos colaterais, como aumento da pressão arterial².
Ambas as frutas ajudam a tornar o estômago um ambiente menos ácido. As maçãs são ricas em fibras e pectina, que favorecem a digestão e aliviam a azia. As bananas são alcalinas e neutralizam a acidez estomacal².
Embora possa parecer contra-intuitivo, algumas pessoas encontram alívio ao tomar uma pequena quantidade de vinagre de maçã diluído em água antes das refeições, o que pode ajudar na digestão e prevenir o refluxo².
No entanto, é importante testar com cuidado, pois nem todos respondem bem a essa prática².
O chá de camomila é uma excelente escolha para aliviar os sintomas de refluxo devido às suas propriedades anti-inflamatórias e calmantes. A planta reduz a irritação da mucosa do esôfago, ameniza a queimação e relaxa os músculos do aparelho gastrointestinal, o que estimula a digestão saudável².
Por apresentar propriedades calmantes e antiespasmódicas, o chá de erva-doce é benéfico para o tratamento de refluxo. Esse remédio natural auxilia na redução da irritação no trato gastrointestinal e alivia desconfortos, como a queimação².
Além disso, o chá promove a digestão saudável, diminui a pressão abdominal e previne o refluxo ácido².
O chá de gengibre é uma opção eficaz para tratar refluxo porque tem ação anti-inflamatória e favorece a digestão dos alimentos. Essa raiz acalma a irritação do esôfago e reduz a produção excessiva de ácido gástrico².
O gengibre também combate as náuseas, comumente associadas ao refluxo².
Veja também: Chás para dores na barriga: descubra os mais eficazes
É possível controlar os sintomas de refluxo gastroesofágico. No entanto, falar em "cura" depende de vários fatores, como a causa subjacente, a gravidade dos sintomas e a resposta do paciente aos tratamentos².
Abaixo, exploramos as principais abordagens terapêuticas².
São a primeira linha de defesa contra o refluxo gastroesofágico².
Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar o refluxo gastroesofágico, o tratamento médico se torna necessário².
Ou seja, não é simples afirmar se refluxo tem cura. Para muitas pessoas, especialmente aquelas capazes de identificar e evitar os gatilhos, é possível controlar essa condição a ponto de os sintomas praticamente desaparecerem².
No entanto, para outras, com causas subjacentes mais complexas (como uma hérnia de hiato grave), o refluxo pode requerer tratamento contínuo².
Em alguns casos, intervenções cirúrgicas oferecem uma solução duradoura, mas não garantem a cura definitiva, pois o refluxo pode retornar. Assim, em muitos casos, trata-se de uma condição crônica que demanda atenção ininterrupta para prevenir recorrências².
A chave para uma boa qualidade de vida com refluxo gastroesofágico está na combinação de mudanças de estilo de vida, tratamento médico adequado e, se o médico achar necessário, procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos².
Com esses cuidados, consegue-se viver sem sintomas ou manifestações brandas dessa condição².
Desmistificar algumas ideias é necessário para aumentar sua compreensão sobre o refluxo gastroesofágico. Esclarecemos abaixo os principais mitos e verdades a respeito dessa condição¹.
MITO!
Embora comer em excesso possa desencadear o refluxo, os episódios podem ocorrer mesmo após pequenas refeições, especialmente se o EEI estiver enfraquecido¹.
VERDADE!
Dormir do lado esquerdo favorece a redução dos sintomas de refluxo gastroesofágico. Essa posição se aproveita da anatomia natural do sistema digestivo e evita que o ácido estomacal suba para o esôfago².
MITO!
Embora o leite proporcione alívio temporário da azia, a bebida pode piorar os sintomas no longo prazo. O leite estimula a produção de ácido estomacal - efeito particularmente problemático com leite integral, que é rico em gordura¹.
VERDADE!
Pimentas, molhos picantes e outros condimentos fortes podem irritar o revestimento do esôfago e aumentar a produção de ácido estomacal, o que desencadeia azia e desconforto¹.
MITO!
Emagrecer pode fazer grande diferença na redução dos sintomas de refluxo gastroesofágico. O excesso de peso aumenta a pressão sobre o estômago, o que favorece o retorno do ácido gástrico para o esôfago².
VERDADE!
O refluxo gastroesofágico pode evoluir para complicações sérias, como esofagite (inflamação do esôfago), úlceras esofágicas e esôfago de Barrett, que aumenta o risco de câncer².
É importante buscar tratamento adequado para evitar que a condição cause danos permanentes ao esôfago².
Sim, o Buscopan serve para dor no estômago associada ao refluxo gastroesofágico, especialmente quando o desconforto resulta de espasmos musculares no trato gastrointestinal³.
O Buscopan é um medicamento antiespasmódico que relaxa os músculos lisos do estômago e intestinos e alivia as cólicas e o desconforto abdominal³.
No caso do refluxo gastroesofágico, a dor pode ser consequência de espasmos e contraturas musculares desencadeadas pela irritação que o ácido estomacal provoca nos tecidos³.
Embora o Buscopan não trate diretamente a causa do refluxo, esse medicamento minimiza os sintomas dolorosos e proporciona conforto ao paciente - ao passo que implementam-se outras medidas, como mudanças na dieta ou uso de antiácidos, para tratar a condição subjacente³.
Você pode comprar o Buscopan, para os seus fins previstos na bula, em farmácias e drogarias, tanto físicas quanto on-line.
É importante destacar a importância de usar Buscopan sob orientação médica, principalmente em casos de refluxo, para garantir a segurança e eficácia do tratamento³.
Buscopan. butilbrometo de escopolamina. Indicações: tratamento dos sintomas de cólicas estomacais e intestinais, cólicas e movimentos involuntários anormais das vias biliares e cólicas dos órgãos sexuais e urinários. MS 1.7817.0890. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Agosto/2024.
Há mais de 50 anos atuando contra a dor na barriga, Buscopan é o medicamento para dores na barriga mais prescrito pelos médicos1.
É especialista em dor na barriga porque possui o ativo específico que age no local das contrações, aliviando a dor.
Indicado para dores na barriga leves, Buscopan da caixinha verde, é adequado para crianças acima de 6 anos e adultos. Mais informações sobre o produto, você confere na bula de Buscopan.
Buscopan. butilbrometo de escopolamina. Indicações: tratamento dos sintomas de cólicas estomacais e intestinais, cólicas e movimentos involuntários anormais das vias biliares e cólicas dos órgãos sexuais e urinários. MS 1.7817.0890. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. 07/2022.Lançamento