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Azia: tudo que você precisa saber sobre o quadro

Buscopan Publicado em: 17/05/2023 - Atualizado em: 11/11/2024
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O dia começa ensolarado e você se prepara para sair e encontrar amigos para um churrasco farto, cheio de comida boa e bebidas à vontade. Porém, ao retornar para casa a picanha com aquela gordurinha e a cerveja geladinha cobram o seu preço: uma bela e desconfortável azia.

Aquela sensação incômoda de queimação que toma conta do peito e da garganta e que às vezes vem acompanhada de refluxo.

Depois de um dia atípico de excessos, o sintoma pode acontecer e ser aliviado. Porém, em algumas pessoas, a azia constante pode ser resultado de alguma doença ou condição crônica que exige mais cuidados com os gatilhos que causam o problema.

Neste artigo, montamos um guia com as principais informações sobre a azia. Continue lendo e entenda o sintoma, as causas, tratamentos, alimentos que provocam e os que previnem o problema, e como a saúde emocional pode afetar as funções gastrointestinais.

Boa leitura!

O que é azia e queimação?

A azia, ou pirose, é a sensação de queimação que sobe da área abaixo do peito, provocando ardor na garganta e gosto ácido ou amargo na boca. O sintoma pode acontecer de forma isolada, mas também pode estar relacionado com alguma disfunção no esôfago (ex: refluxo gastroesofágico) ou doença (ex: hérnia de hiato)1.

O sintoma é considerado um dos três transtornos de saúde menor, ou seja, de baixa gravidade, que ocorre por um curto período, porém é o que mais leva a busca de assistência médica. A pirose afeta de 10% a 48% da população1.

A azia é classificada como episódica, frequente ou persistente, de acordo com a sua frequência. Confira na tabela abaixo1:

Classificação Frequência
Episódica menos de duas vezes por semana
Frequente duas ou mais vezes na mesma semana
Persistente mais de uma semana com o sintoma

 

Geralmente, o sinal de queimação começa duas horas depois das refeições e pode piorar se a pessoa se deitar, praticar atividade física em seguida ou pouco tempo depois de comer ou ingerir alimentos que predispõem a pirose, como comida gordurosa, frutas cítricas, bebida alcoólica1.

O volume da refeição também é um fator determinante para o sintoma. Por isso, comer grandes porções de uma vez aumenta as chances da pirose aparecer.

Outro desdobramento do sintoma é a azia noturna que, como o nome indica, acontece enquanto estamos dormindo.

Quais são os principais sintomas da azia?

A sensação de queimação e ardor na garganta são os sintomas de pirose mais frequentes e característicos. Porém, o quadro pode indicar a possibilidade de algo mais grave quando associado a outros sinais, como dificuldade ou dor para engolir os alimentos, rouquidão, tosse frequente, sangramento gastrointestinal e perda de peso1.

Por isso, é importante ficar atento aos sinais do corpo durante a alimentação e a recorrência do sintoma, pois quanto mais frequentes os episódios, mais limitações eles podem provocar.

Sem falar que é muito chato sair para comer algo diferente e se sentir mal depois ou trabalhar com um gosto amargo na boca, não é mesmo?

Além disso, tratar a causa da azia é fundamental para evitar que o sintoma cause danos na região do esôfago, pois o excesso de contato com o ácido estomacal pode provocar lesões e gerar problemas de saúde mais graves2.

Qual é a causa da azia?

A causa da pirose pode englobar vários fatores que contribuem para que esse desconforto apareça ou se intensifique depois da alimentação. Listamos abaixo, quais são os hábitos e práticas que mais influenciam. Confira!

Hábitos alimentares

Como é possível imaginar, os hábitos alimentares são um dos principais fatores para o surgimento da pirose. Afinal, existem alguns alimentos específicos que tendem a provocar azia.

Isso acontece porque as células secretoras de ácido no estômago ficam mais ativadas por alguns alimentos que desequilibram a quantidade normal de secreção ou estimulam o refluxo ácido a causar alterações, principalmente no esôfago1.

Alimentos que provocam azia

Alguns desses alimentos que provocam ou agravam os sintomas de pirose são:

  • abóbora1;
  • peixes oleosos (ex.: salmão, atum, sardinha)1;
  • bebidas alcoólicas1
  • pepino1;
  • alimentos gordurosos1;
  • condimentos artificiais1;
  • picles1;
  • alimentos industrializados (ex: embutidos, salgadinhos, biscoitos, suco em pó, balas)
  • pimenta1;
  • bebidas gaseificadas (ex: refrigerantes, água com gás)1;
  • pimentão1;
  • café ou outras bebidas com cafeína (ex: chá verde, chá de hortelã, chás pretos e chá mate)1;
  • produtos derivados do trigo (ex: pães, massas)1;
  • cebola e alho1;
  • queijo1;
  • chocolate1;
  • rabanete1;
  • fritura1;
  • suco de frutas ácidas (ex.: abacaxi, acerola, ameixa, amora, caju, laranja, limão, morango, pêssego, tangerina, uva)1;
  • frutas verdes (ex.: banana verde)1;
  • tabaco1;
  • leite1;
  • vinagre1.

É importante destacar que nem todas as pessoas sentem desconforto ao ingerir esses alimentos, principalmente as frutas e os legumes. Exercitar a observação, reparando o que os alimentos causam, dá uma boa indicação do que evitar na rotina.

A frequência e intensidade da queimação são bastante influenciados pelo volume de comida e pela quantidade de gordura1. Essas informações são essenciais para o médico investigar se existem outros problemas por trás do sintoma.

Atividades física após refeições

Outra causa da azia é a proximidade da atividade física das refeições. Se você já praticou qualquer modalidade de exercício poucos minutos depois de comer, conhece bem a sensação de sentir o alimento “voltar” acompanhada pelo gosto ruim na garganta.

O desconforto acontece porque o exercício provoca um aumento da pressão abdominal, o que reduz a capacidade de vedação do esfíncter gastroesofágico, anel no fim do esôfago, que fica fechado enquanto o estômago digere os alimentos1.

Dessa forma, exercícios simples, mas que pressionam a região do abdômen, como o agachamento e os abdominais, contribuem para o surgimento da pirose.

Cada pessoa pode equilibrar esse tempo, mas, em média, recomenda-se um intervalo de 90 a 120 minutos para se exercitar depois de comer3.

Leia mais: 5 benefícios dos exercícios físicos para a saúde.

Estresse

O estresse, que envolve aspectos psicológicos e sociais, é um fator que pode influenciar o aparecimento de sintomas de vários distúrbios gastrointestinais, inclusive a azia.

Nesse caso, não é apenas o estresse que provoca ou agrava a pirose. Outros hábitos associados, como tabagismo e a ingestão de álcool ou de alimentos gordurosos, também favorecem o surgimento do quadro.

Um estudo australiano destaca que 1/3 das pessoas que apresentava queimação, apontou o estresse como motivo, além de queixas sobre ansiedade4.

Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico, também chamado de refluxo ácido, acontece quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago, podendo chegar até a boca.

Em geral, acontece depois das refeições ou quando a pessoa se deita. Por isso, é comum que, junto com o refluxo, também venha a pirose e o incômodo na garganta (um combo bastante desconfortável de sentir). Porém, o episódio é passageiro, pontual e não gera complicações.

Pessoas mais sensíveis, ao fazer uma refeição farta e rica em carboidratos e gorduras, têm  azia devido ao aumento da pressão intragástrica no estômago, que faz com que o esfíncter esofagiano não consiga conter o refluxo do alimento em digestão1.

Leia também >>> O que é bom para refluxo? Saiba quais alimentos comer e quais evitar.

Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)

Separamos o refluxo ácido, da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), pois são quadros diferentes. E o primeiro não é sinônimo do segundo.

Uma pessoa tem a DRGE quando os sintomas são constantes ou quando o esôfago é lesionado pelo contato com o ácido gástrico. Além da queimação, acontecem: regurgitação, vômito e dificuldade ou dor ao engolir1.

Quando os episódios de azia ocorrem, pelo menos, de duas a três vezes por semana e de forma recorrente, esse fato pode indicar a presença de DRGE1.

Devido à frequência dos sintomas e à possibilidade de causar lesões que podem se tornar gatilho para outras doenças, a Organização Mundial de Gastroenterologia recomenda que a população busque atendimento médico especializado (gastroenterologista) para tratar esse tipo de quadro corretamente5.

Hérnia de hiato

A hérnia de hiato é uma protuberância que surge quando uma parte do estômago expande para a porção superior do diafragma, que separa o tórax do abdômen10.

Os sintomas são similares aos do refluxo gastroesofágico, como indigestão, azia e regurgitações. Um detalhe importante que é a hérnia de hiato pode provocar a doença do refluxo (DRGE). Por isso, deve ser tratada para evitar casos graves10.

Gravidez

A pirose, assim como o refluxo ácido e a indigestão (dispepsia), são sintomas comuns na gravidez. Isso porque a fase traz muitas mudanças e ajustes ao corpo da mulher, e isso inclui a área gastrointestinal.

A ação dos hormônios e o crescimento do feto e, consequentemente da barriga, aumentam a pressão sobre o estômago, afetando também o esfíncter esofágico. Com isso, o ácido gástrico escapa com mais frequência e provoca mais episódios de azia1.  

Entre 17% e 45% das mulheres queixam-se de queimação em alguma fase da gestação, independentemente do momento, mas a tendência é que o sintoma piore na etapa final6.

Outros fatores que contribuem para a piora e a frequência da pirose são: quando a mulher já sentia azia antes da gravidez e o estresse emocional.

Na gestação, a administração de medicamentos deve ser orientada pelo obstetra para que escolhas mais seguras sejam feitas para cada paciente. Por isso, a automedicação não é recomendada.

Provavelmente, alguns hábitos e alimentos também deverão mudar durante a gravidez para evitar a queimação e a indigestão.

Leia também >>> Gases na gravidez: causas, prevenção e como eliminá-los.

Faixa etária

A faixa etária é um fator que aumenta a predisposição para transtornos gastrointestinais como a azia. Em pacientes acima dos 60 anos, a pirose recorrente deve ser investigada o mais rápido possível.

Casos com sintomas associados à perda de peso involuntária, anemia, saciedade precoce, sangramento e dor ao engolir os alimentos devem ser avaliados com apoio de exames de imagem, como a endoscopia. 

Segundo o Elderly Health Service, os fatores em relação à idade que predispõem pessoas 60+ a desenvolver queimação são:

  • redução na produção de saliva, suco gástrico, bile e enzimas, o que interfere na eficácia da digestão7;
  • problemas de mastigação, como dentadura mal ajustada, cárie dentária ou perda de dente podem levar a uma mastigação inadequada7;
  • hábitos pouco saudáveis, como comer em excesso, refeições irregulares, fumar e consumir álcool7;
  • uso de certos medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides ou aspirina, que tendem a causar azia7.

Como pessoas idosas podem ter outras condições de saúde e fazer uso contínuo de medicamentos, o uso de antiácidos, por exemplo, não deve acontecer sem recomendação médica. Isso porque a interação medicamentosa pode interferir na absorção dos ativos.

Observação: a obesidade também é considerado um fator de risco para várias doenças, entre elas a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e hérnia de hiato, causando regurgitação frequente e azia. O tratamento para perda de peso com acompanhamento médico é fundamental para evitar os riscos.

Quando procurar o médico?

Nada melhor do que aliviar um sintoma desconfortável, não é mesmo? Porém, se ele é frequente, intenso e recorrente, o sinal de alerta é ligado.

No caso da azia, a persistência do sintoma por mais de sete dias, mesmo sendo administrada alguma medicação para alívio ou tratamento com recursos naturais, indica a necessidade de procurar apoio médico1. Outras situações são:

  • Azia frequente (duas ou mais vezes por semana), pois é sintoma de outras doenças, como úlcera péptica, DRGE, câncer esofágico e gástrico1.
  • Pirose ou regurgitação noturna por mais de três meses1.
  • Grávidas que não sentem melhora com tratamento não farmacológico1.
  • Persistência de rouquidão, tosse ou sensação de afogamento (engasgamento) precisam de avaliação, pois podem estar relacionadas à DRGE1.
  • Dificuldade de engolir alimentos e líquidos, o que pode indicar outras doenças, como edema de glote e angioedema1.
  • Sinais como deglutição dolorosa, perda de peso, náusea, vômitos ou diarreia constante1.
  • Sangramento gastrointestinal verificado no vômito e/ou fezes, fezes enegrecidas e anemia, o que pode indicar lesões ulcerativas1.
  • Queimação associada a sintomas cardíacos, como dor no peito que irradia para pescoço, ombros ou braços, sudorese e falta de ar necessita de atendimento médico de urgência1.
  • Uso prolongado de medicamentos inibidores da bomba de prótons com prescrição médica1.

Como é o tratamento da azia?

O tratamento da azia varia conforme a causa. Por exemplo, um medicamento para alívio pode ser utilizado se for algo pontual e específico. O tratamento vai exigir mais mudanças para evitar que o sintoma ocorra quando é diagnosticada alguma doença.

No caso da pirose, o tratamento não farmacológico, que envolve mudanças de hábitos, é essencial para reduzir o desconforto, prevenir complicações e evitar a administração desnecessária de medicamentos1.

Em geral, cada pessoa tem um protocolo individual, que leva em consideração o histórico médico e os fatores que melhoram ou pioram o(s) sintoma(s). Dessa forma, o médico considera a inclusão de medicamentos, avaliando a tolerância em relação às substâncias disponíveis, bem como alergias e efeitos colaterais, caso o paciente já tenha utilizado alguma medicação anteriormente.

Quando necessário, o tratamento inclui intervenção cirúrgica, por exemplo, em quem sofre de hérnia de hiato, para aliviar o sintoma e melhorar o quadro como um todo. 

Buscopan serve para azia?

Não, Buscopan não serve para aliviar a azia. Porém, em algumas doenças em que a queimação é um sintoma, também ocorrem sintomas associados, como cólica, dor e desconforto abdominal. Para o alívio desses sinais o Buscopan é indicado. Ou seja, o medicamento pode estar presente no tratamento, mas não terá essa finalidade.

O que é bom para aliviar a azia?

Na lista do que é bom para aliviar azia estão os alimentos ricos em fibras que dão mais saciedade, os alimentos alcalinos e os ricos em água que equilibram a acidez estomacal, e as carnes magras grelhadas que facilitam a digestão, entre outros alimentos. Confira os exemplos de cada categoria.

Fibras

(dão mais saciedade e ajudam a evitar exageros na alimentação)

  • Grãos integrais: aveia, cuscuz e arroz integral8.
  • Vegetais de raiz: batatas doces, batatas, cenouras e beterrabas8.
  • Legumes verdes: como aspargos, brócolis, aipo, couve-flor e feijão verde8.

Alimentos alcalinos

(pH mais alto que neutraliza a acidez estomacal)

  • Banana8
  • Melão8
  • Couve-flor8
  • Erva-doce8
  • Maçã8
  • Nozes8

Alimentos ricos em água

(enfraquecem e diluem o ácido do estômago)

  • Aipo8
  • Alface8
  • Melancia8
  • Sopas à base de caldo8
  • Chá de ervas8

Carnes magras

(de preferência grelhadas e não fritas)

  • Aves: peito de frango
  • Carne vermelha: patinho, maminha, lagarto, filé mignon, coxão mole e coxão duro
  • Suína: peito e pernil

Outros alimentos

  • Leite desnatado ou vegetal (baixo em gorduras)8
  • Gengibre8
  • Chá de camomila8

8 cuidados para evitar azia

Além dos alimentos indicados acima que provocam azia e, portanto, devem ser evitados, caso você tenha sensibilidade ao ingeri-los, outros hábitos preventivos ajudam a evitar a pirose no dia a dia. Veja quais são:

1. Mudar hábitos alimentares

Esse é um cuidado essencial para quem tem pirose como sintoma de alguma doença. Isso porque sem controle dos alimentos no dia a dia, o sintoma pode aparecer constantemente e agravar a condição.

Troque alimentos com alto teor de gordura, excesso de condimentos ou com componentes ácidos por alimentos ricos em fibras, água e carnes magras.

2. Fracionar as refeições ao longo do dia

Fazer refeições regulares e menores durante o dia ajuda a evitar excesso na hora de se alimentar, melhorando a digestão e evitando a distensão gástrica, o que diminui a azia.

Planeje as refeições, especialmente a última para que ela aconteça pelo menos três horas antes de dormir. As pessoas que pulam refeições e/ou comem tarde da noite são mais propensas a ter queimação1. Fique atento!

3. Evitar roupas ou acessórios apertados na região da barriga

A compressão causada por roupas e acessórios na região abdominal pode aumentar a pressão intragástrica no estômago.

Como já explicamos, essa pressão interna prejudica a função do esfíncter esofágico inferior e aumenta as chances do conteúdo gástrico voltar como refluxo, causando a queimação1.

4. Reduzir ou eliminar o tabagismo

A pirose é um sintoma muito comum entre fumantes e o estímulo à redução e, depois, à  eliminação do hábito, é fundamental para acabar com os episódios.

Outro prejuízo do cigarro é que as substâncias químicas presentes aumentam a secreção gástrica, o que pode provocar queimações ainda mais fortes e desconfortáveis1.

Como não é um hábito simples de eliminar, um planejamento passo a passo com a fase de diminuição, adiamento dos horários de fumar e redução de quantidade ajuda a ter sucesso.

5. Eliminar/evitar produtos gatilho

A regrinha é simples: quanto menos alimentos e produtos que causam a pirose forem consumidos, melhor.

As bebidas à base de cafeína (café, chá verde, chá preto, chá mate, etc.) e bebidas alcoólicas, por exemplo, são gatilhos para desencadear a queimação. Então, se eles causam desconforto, consuma-os moderadamente ou os elimine da rotina.

O mesmo é válido para outros gatilhos. Cada pessoa tem um grupo de estímulos que são mais problemáticos. Anotá-los e deixá-los visíveis é uma forma de lembrar que deve evitá-los.

6. Não fazer automedicação com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

Estudos indicam que pessoas que usam AINEs têm uma tendência maior a ter sintomas de indigestão, incluindo a pirose, do que as que não usam essa categoria de medicamento9.

Os remédios dessa classe ainda podem provocar mais danos à mucosa gastroduodenal1. O recomendado é conversar com o médico, falar da predisposição à azia e solicitar outros tipos que não tenham esse efeito.

7. Planejar os horários para atividade física

Para evitar que o horário da refeição seja muito próximo ao do exercício, estude sua rotina e veja em qual momento você consegue manter uma distância maior e, assim, evitar a azia durante as atividades.

Vale a pena até trocar o período que você vai a academia para conseguir se alimentar bem ao longo do dia e ter vitalidade para todas as tarefas.

Outra dica é sobre a intensidade do exercício. Caso sinta desconforto na região abdominal por causa do peso, controle melhor a carga para evitar sintomas incômodos1.

8. Elevar a cabeceira da cama

A elevação da cabeceira também é um cuidado que ajuda a reduzir, principalmente, a azia noturna em pessoas com refluxo gastroesofágico. A recomendação é que a elevação seja de, no mínimo, 15 cm para que a mudança tenha o efeito esperado1.

Porém, atenção, não troque o travesseiro por outro mais alto, pois elevar apenas a cabeça afeta a curvatura abdominal, aumenta a pressão interna e piora a queimação1.

Também existe no mercado o “travesseiro antirrefluxo”, que faz essa adaptação da cabeceira, sem necessariamente precisar alterar a cama.

Cuide da saúde do seu estômago

Vez ou outra, a azia pode acontecer, mas se ela vier junto de dor epigástrica intensa, vômitos, regurgitação ácida, tosse seca, sinais de sangramento gastrointestinal, entre outros sintomas, procure encaminhamento médico.

Ainda que a intensidade seja leve, mas os episódios acontecem com frequência, oriente-se com um especialista para descobrir a causa e conseguir evitá-la.

Todo sintoma é um aviso de que algo não está 100% e precisa de atenção. Quanto antes você cuidar, melhor, não é mesmo?

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Referências Consultadas:
  1. 1. IQVIA PMB MAT JAN/22
  2. 2. Bula do produto Buscopan
  3. 3. Bula do Produto Buscopan Gotas
  4. 4. Bula do produto Buscoduo
  5. 5. Bula do produto Buscopan Composto

1. Conselho Federal de Farmácia. Guia de prática clínica sinais e sintomas do trato gastrointestinal - Azia (acidez/pirose) e dispepsia. 2020. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/Guia%20-%20AZIA(1).pdf. Acesso em março de 2023.


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