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O dia começa ensolarado e você se prepara para sair e encontrar amigos para um churrasco farto, cheio de comida boa e bebidas à vontade. Porém, ao retornar para casa a picanha com aquela gordurinha e a cerveja geladinha cobram o seu preço: uma bela e desconfortável azia.
Aquela sensação incômoda de queimação que toma conta do peito e da garganta e que às vezes vem acompanhada de refluxo.
Depois de um dia atípico de excessos, o sintoma pode acontecer e ser aliviado. Porém, em algumas pessoas, a azia constante pode ser resultado de alguma doença ou condição crônica que exige mais cuidados com os gatilhos que causam o problema.
Neste artigo, montamos um guia com as principais informações sobre a azia. Continue lendo e entenda o sintoma, as causas, tratamentos, alimentos que provocam e os que previnem o problema, e como a saúde emocional pode afetar as funções gastrointestinais.
Boa leitura!
A azia, ou pirose, é a sensação de queimação que sobe da área abaixo do peito, provocando ardor na garganta e gosto ácido ou amargo na boca. O sintoma pode acontecer de forma isolada, mas também pode estar relacionado com alguma disfunção no esôfago (ex: refluxo gastroesofágico) ou doença (ex: hérnia de hiato)1.
A azia é classificada como episódica, frequente ou persistente, de acordo com a sua frequência. Confira na tabela abaixo1:
Classificação | Frequência |
Episódica | menos de duas vezes por semana |
Frequente | duas ou mais vezes na mesma semana |
Persistente | mais de uma semana com o sintoma |
Geralmente, o sinal de queimação começa duas horas depois das refeições e pode piorar se a pessoa se deitar, praticar atividade física em seguida ou pouco tempo depois de comer ou ingerir alimentos que predispõem a pirose, como comida gordurosa, frutas cítricas, bebida alcoólica1.
O volume da refeição também é um fator determinante para o sintoma. Por isso, comer grandes porções de uma vez aumenta as chances da pirose aparecer.
Outro desdobramento do sintoma é a azia noturna que, como o nome indica, acontece enquanto estamos dormindo.
A sensação de queimação e ardor na garganta são os sintomas de pirose mais frequentes e característicos. Porém, o quadro pode indicar a possibilidade de algo mais grave quando associado a outros sinais, como dificuldade ou dor para engolir os alimentos, rouquidão, tosse frequente, sangramento gastrointestinal e perda de peso1.
Por isso, é importante ficar atento aos sinais do corpo durante a alimentação e a recorrência do sintoma, pois quanto mais frequentes os episódios, mais limitações eles podem provocar.
Sem falar que é muito chato sair para comer algo diferente e se sentir mal depois ou trabalhar com um gosto amargo na boca, não é mesmo?
Além disso, tratar a causa da azia é fundamental para evitar que o sintoma cause danos na região do esôfago, pois o excesso de contato com o ácido estomacal pode provocar lesões e gerar problemas de saúde mais graves2.
A causa da pirose pode englobar vários fatores que contribuem para que esse desconforto apareça ou se intensifique depois da alimentação. Listamos abaixo, quais são os hábitos e práticas que mais influenciam. Confira!
Como é possível imaginar, os hábitos alimentares são um dos principais fatores para o surgimento da pirose. Afinal, existem alguns alimentos específicos que tendem a provocar azia.
Isso acontece porque as células secretoras de ácido no estômago ficam mais ativadas por alguns alimentos que desequilibram a quantidade normal de secreção ou estimulam o refluxo ácido a causar alterações, principalmente no esôfago1.
Alguns desses alimentos que provocam ou agravam os sintomas de pirose são:
É importante destacar que nem todas as pessoas sentem desconforto ao ingerir esses alimentos, principalmente as frutas e os legumes. Exercitar a observação, reparando o que os alimentos causam, dá uma boa indicação do que evitar na rotina.
Outra causa da azia é a proximidade da atividade física das refeições. Se você já praticou qualquer modalidade de exercício poucos minutos depois de comer, conhece bem a sensação de sentir o alimento “voltar” acompanhada pelo gosto ruim na garganta.
O desconforto acontece porque o exercício provoca um aumento da pressão abdominal, o que reduz a capacidade de vedação do esfíncter gastroesofágico, anel no fim do esôfago, que fica fechado enquanto o estômago digere os alimentos1.
Dessa forma, exercícios simples, mas que pressionam a região do abdômen, como o agachamento e os abdominais, contribuem para o surgimento da pirose.
Cada pessoa pode equilibrar esse tempo, mas, em média, recomenda-se um intervalo de 90 a 120 minutos para se exercitar depois de comer3.
Leia mais: 5 benefícios dos exercícios físicos para a saúde.
O estresse, que envolve aspectos psicológicos e sociais, é um fator que pode influenciar o aparecimento de sintomas de vários distúrbios gastrointestinais, inclusive a azia.
Nesse caso, não é apenas o estresse que provoca ou agrava a pirose. Outros hábitos associados, como tabagismo e a ingestão de álcool ou de alimentos gordurosos, também favorecem o surgimento do quadro.
Um estudo australiano destaca que 1/3 das pessoas que apresentava queimação, apontou o estresse como motivo, além de queixas sobre ansiedade4.
O refluxo gastroesofágico, também chamado de refluxo ácido, acontece quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago, podendo chegar até a boca.
Em geral, acontece depois das refeições ou quando a pessoa se deita. Por isso, é comum que, junto com o refluxo, também venha a pirose e o incômodo na garganta (um combo bastante desconfortável de sentir). Porém, o episódio é passageiro, pontual e não gera complicações.
Pessoas mais sensíveis, ao fazer uma refeição farta e rica em carboidratos e gorduras, têm azia devido ao aumento da pressão intragástrica no estômago, que faz com que o esfíncter esofagiano não consiga conter o refluxo do alimento em digestão1.
Leia também >>> O que é bom para refluxo? Saiba quais alimentos comer e quais evitar.
Separamos o refluxo ácido, da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), pois são quadros diferentes. E o primeiro não é sinônimo do segundo.
Uma pessoa tem a DRGE quando os sintomas são constantes ou quando o esôfago é lesionado pelo contato com o ácido gástrico. Além da queimação, acontecem: regurgitação, vômito e dificuldade ou dor ao engolir1.
Quando os episódios de azia ocorrem, pelo menos, de duas a três vezes por semana e de forma recorrente, esse fato pode indicar a presença de DRGE1.
Devido à frequência dos sintomas e à possibilidade de causar lesões que podem se tornar gatilho para outras doenças, a Organização Mundial de Gastroenterologia recomenda que a população busque atendimento médico especializado (gastroenterologista) para tratar esse tipo de quadro corretamente5.
A hérnia de hiato é uma protuberância que surge quando uma parte do estômago expande para a porção superior do diafragma, que separa o tórax do abdômen10.
Os sintomas são similares aos do refluxo gastroesofágico, como indigestão, azia e regurgitações. Um detalhe importante que é a hérnia de hiato pode provocar a doença do refluxo (DRGE). Por isso, deve ser tratada para evitar casos graves10.
A pirose, assim como o refluxo ácido e a indigestão (dispepsia), são sintomas comuns na gravidez. Isso porque a fase traz muitas mudanças e ajustes ao corpo da mulher, e isso inclui a área gastrointestinal.
A ação dos hormônios e o crescimento do feto e, consequentemente da barriga, aumentam a pressão sobre o estômago, afetando também o esfíncter esofágico. Com isso, o ácido gástrico escapa com mais frequência e provoca mais episódios de azia1.
Entre 17% e 45% das mulheres queixam-se de queimação em alguma fase da gestação, independentemente do momento, mas a tendência é que o sintoma piore na etapa final6.
Outros fatores que contribuem para a piora e a frequência da pirose são: quando a mulher já sentia azia antes da gravidez e o estresse emocional.
Na gestação, a administração de medicamentos deve ser orientada pelo obstetra para que escolhas mais seguras sejam feitas para cada paciente. Por isso, a automedicação não é recomendada.
Provavelmente, alguns hábitos e alimentos também deverão mudar durante a gravidez para evitar a queimação e a indigestão.
Leia também >>> Gases na gravidez: causas, prevenção e como eliminá-los.
A faixa etária é um fator que aumenta a predisposição para transtornos gastrointestinais como a azia. Em pacientes acima dos 60 anos, a pirose recorrente deve ser investigada o mais rápido possível.
Casos com sintomas associados à perda de peso involuntária, anemia, saciedade precoce, sangramento e dor ao engolir os alimentos devem ser avaliados com apoio de exames de imagem, como a endoscopia.
Segundo o Elderly Health Service, os fatores em relação à idade que predispõem pessoas 60+ a desenvolver queimação são:
Como pessoas idosas podem ter outras condições de saúde e fazer uso contínuo de medicamentos, o uso de antiácidos, por exemplo, não deve acontecer sem recomendação médica. Isso porque a interação medicamentosa pode interferir na absorção dos ativos.
Observação: a obesidade também é considerado um fator de risco para várias doenças, entre elas a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e hérnia de hiato, causando regurgitação frequente e azia. O tratamento para perda de peso com acompanhamento médico é fundamental para evitar os riscos.
Nada melhor do que aliviar um sintoma desconfortável, não é mesmo? Porém, se ele é frequente, intenso e recorrente, o sinal de alerta é ligado.
No caso da azia, a persistência do sintoma por mais de sete dias, mesmo sendo administrada alguma medicação para alívio ou tratamento com recursos naturais, indica a necessidade de procurar apoio médico1. Outras situações são:
O tratamento da azia varia conforme a causa. Por exemplo, um medicamento para alívio pode ser utilizado se for algo pontual e específico. O tratamento vai exigir mais mudanças para evitar que o sintoma ocorra quando é diagnosticada alguma doença.
No caso da pirose, o tratamento não farmacológico, que envolve mudanças de hábitos, é essencial para reduzir o desconforto, prevenir complicações e evitar a administração desnecessária de medicamentos1.
Quando necessário, o tratamento inclui intervenção cirúrgica, por exemplo, em quem sofre de hérnia de hiato, para aliviar o sintoma e melhorar o quadro como um todo.
Não, Buscopan não serve para aliviar a azia. Porém, em algumas doenças em que a queimação é um sintoma, também ocorrem sintomas associados, como cólica, dor e desconforto abdominal. Para o alívio desses sinais o Buscopan é indicado. Ou seja, o medicamento pode estar presente no tratamento, mas não terá essa finalidade.
Na lista do que é bom para aliviar azia estão os alimentos ricos em fibras que dão mais saciedade, os alimentos alcalinos e os ricos em água que equilibram a acidez estomacal, e as carnes magras grelhadas que facilitam a digestão, entre outros alimentos. Confira os exemplos de cada categoria.
(dão mais saciedade e ajudam a evitar exageros na alimentação)
(pH mais alto que neutraliza a acidez estomacal)
(enfraquecem e diluem o ácido do estômago)
(de preferência grelhadas e não fritas)
Além dos alimentos indicados acima que provocam azia e, portanto, devem ser evitados, caso você tenha sensibilidade ao ingeri-los, outros hábitos preventivos ajudam a evitar a pirose no dia a dia. Veja quais são:
Esse é um cuidado essencial para quem tem pirose como sintoma de alguma doença. Isso porque sem controle dos alimentos no dia a dia, o sintoma pode aparecer constantemente e agravar a condição.
Troque alimentos com alto teor de gordura, excesso de condimentos ou com componentes ácidos por alimentos ricos em fibras, água e carnes magras.
Fazer refeições regulares e menores durante o dia ajuda a evitar excesso na hora de se alimentar, melhorando a digestão e evitando a distensão gástrica, o que diminui a azia.
Planeje as refeições, especialmente a última para que ela aconteça pelo menos três horas antes de dormir. As pessoas que pulam refeições e/ou comem tarde da noite são mais propensas a ter queimação1. Fique atento!
A compressão causada por roupas e acessórios na região abdominal pode aumentar a pressão intragástrica no estômago.
Como já explicamos, essa pressão interna prejudica a função do esfíncter esofágico inferior e aumenta as chances do conteúdo gástrico voltar como refluxo, causando a queimação1.
A pirose é um sintoma muito comum entre fumantes e o estímulo à redução e, depois, à eliminação do hábito, é fundamental para acabar com os episódios.
Outro prejuízo do cigarro é que as substâncias químicas presentes aumentam a secreção gástrica, o que pode provocar queimações ainda mais fortes e desconfortáveis1.
Como não é um hábito simples de eliminar, um planejamento passo a passo com a fase de diminuição, adiamento dos horários de fumar e redução de quantidade ajuda a ter sucesso.
A regrinha é simples: quanto menos alimentos e produtos que causam a pirose forem consumidos, melhor.
As bebidas à base de cafeína (café, chá verde, chá preto, chá mate, etc.) e bebidas alcoólicas, por exemplo, são gatilhos para desencadear a queimação. Então, se eles causam desconforto, consuma-os moderadamente ou os elimine da rotina.
O mesmo é válido para outros gatilhos. Cada pessoa tem um grupo de estímulos que são mais problemáticos. Anotá-los e deixá-los visíveis é uma forma de lembrar que deve evitá-los.
Estudos indicam que pessoas que usam AINEs têm uma tendência maior a ter sintomas de indigestão, incluindo a pirose, do que as que não usam essa categoria de medicamento9.
Os remédios dessa classe ainda podem provocar mais danos à mucosa gastroduodenal1. O recomendado é conversar com o médico, falar da predisposição à azia e solicitar outros tipos que não tenham esse efeito.
Para evitar que o horário da refeição seja muito próximo ao do exercício, estude sua rotina e veja em qual momento você consegue manter uma distância maior e, assim, evitar a azia durante as atividades.
Vale a pena até trocar o período que você vai a academia para conseguir se alimentar bem ao longo do dia e ter vitalidade para todas as tarefas.
Outra dica é sobre a intensidade do exercício. Caso sinta desconforto na região abdominal por causa do peso, controle melhor a carga para evitar sintomas incômodos1.
A elevação da cabeceira também é um cuidado que ajuda a reduzir, principalmente, a azia noturna em pessoas com refluxo gastroesofágico. A recomendação é que a elevação seja de, no mínimo, 15 cm para que a mudança tenha o efeito esperado1.
Porém, atenção, não troque o travesseiro por outro mais alto, pois elevar apenas a cabeça afeta a curvatura abdominal, aumenta a pressão interna e piora a queimação1.
Também existe no mercado o “travesseiro antirrefluxo”, que faz essa adaptação da cabeceira, sem necessariamente precisar alterar a cama.
Vez ou outra, a azia pode acontecer, mas se ela vier junto de dor epigástrica intensa, vômitos, regurgitação ácida, tosse seca, sinais de sangramento gastrointestinal, entre outros sintomas, procure encaminhamento médico.
Ainda que a intensidade seja leve, mas os episódios acontecem com frequência, oriente-se com um especialista para descobrir a causa e conseguir evitá-la.
Todo sintoma é um aviso de que algo não está 100% e precisa de atenção. Quanto antes você cuidar, melhor, não é mesmo?
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