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A gastrite nervosa é um tipo de inflamação estomacal que está diretamente relacionada ao estresse e à ansiedade. Embora não seja causada por uma infecção bacteriana, como a gastrite comum, seus sintomas podem ser igualmente desconfortáveis. ¹
Neste artigo, explicaremos o que é, quais os tipos de gastrite e as causas da doença, como é feito o tratamento e dicas do que comer para evitar as crises e qual o melhorar remédio para tratar os sintomas de gastrite.
Continue a leitura e tire suas dúvidas!
Resumo
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A gastrite nervosa, também chamada de dispepsia funcional, é um distúrbio da digestão que causa desconforto na parte superior do trato gastrointestinal devido a uma inflamação da mucosa do estômago. ¹
Normalmente, o diagnóstico desse tipo de gastrite acontece quando, após a avaliação física e a realização de exames, o médico não consegue identificar uma causa orgânica para os sintomas apresentados. 1,2
Ou seja, não há nenhuma alteração de natureza clínica que justifique a condição. 1,2
Logo, entende-se que os episódios acontecem e pioram por conta de fatores psicológicos, como o estresse, a ansiedade e a tensão. 1,2
Por essa razão, o quadro recebe esse nome, já que o desconforto estomacal costuma surgir em momentos mais estressantes, desencadeado por fatores emocionais. 1,2
O mecanismo fisiopatológico que desencadeia esse tipo de gastrite ainda é desconhecido. ¹ Porém, sabe-se que a interação entre o cérebro e o sistema digestivo é o principal fator que provoca essas alterações psicoemocionais no processo de digestão. ³
Essa relação acontece porque o sistema digestivo tem o próprio sistema nervoso, chamado de sistema nervoso entérico, que se estende por todo o trato gastrointestinal e é ligado ao cérebro pelo nervo vago. ³
O sistema entérico controla a motilidade gastrointestinal, a secreção das enzimas, a absorção de nutrientes e os processos inflamatórios. Sua rede de neurônios funciona como a estrutura nervosa do sistema digestivo, conectado diretamente ao sistema nervoso central. 4
Dessa forma, o eixo cérebro-sistema digestivo permite uma comunicação bidirecional entre os órgãos, que passam a trocar informações o tempo todo. Por isso, um pode interferir no “funcionamento” do outro. 4
Na gastrite nervosa, o estresse crônico ativa esse eixo e aumenta a liberação de cortisol e adrenalina, o que afeta negativamente o funcionamento gástrico. ³
Como o funcionamento das glândulas responsáveis pela liberação do ácido gástrico pode ser influenciado por alterações no estado emocional, em períodos de maior estresse pode haver uma superprodução. 5
Em paralelo, quando a ansiedade e o estresse estão em níveis elevados, as glândulas responsáveis por proteger a parede estomacal ficam inibidas. Esse ciclo perpetua os sintomas, especialmente em indivíduos predispostos. 5
A gastrite comum é a inflamação da mucosa estomacal de origem orgânica, normalmente provocada por um aumento da produção de ácido gástrico devido a hábitos e à presença de bactérias no estômago. ²
E essa é justamente a principal diferença entre a gastrite comum e a nervosa, já que o segundo tipo é desencadeado por fatores psicológicos e não tem relação com hábitos ou quadros clínicos. 1,2
Além disso, o tratamento de cada condição difere: na gastrite comum, a primeira abordagem é utilizar medicamentos que neutralizam ou reduzem a produção do ácido gástrico. 1,2
Já na nervosa, além do tratamento medicamentoso, é importante ter cuidado com a saúde mental para reduzir o estresse e melhorar o bem-estar. ¹
Uma das causas mais frequentes da gastrite é a presença da Helicobacter pylori, que aumenta a acidez estomacal e danifica a mucosa e a parede interna do estômago. Essa bactéria é transmitida por saliva, vômito, fezes, água ou alimentos contaminados. 6
O uso prolongado e recorrente de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como a aspirina e o ibuprofeno, pode causar gastrite em longo prazo. 6
Isso porque esse tipo de medicamento reduz a prostaglandina, substância que protege o estômago do ácido gástrico. Sem essa proteção, a acidez pode danificar a mucosa e causar a doença. 6
Hábitos nocivos, como consumir muita bebida alcoólica e fumar, podem aumentar o risco de ter gastrite, visto que aumentam a secreção ácida e desencadeiam processos inflamatórios no estômago. 6
Além disso, enquanto o álcool prejudica o mecanismo de defesa das mucosas gástricas, a nicotina presente no cigarro torna a digestão mais lenta e reduz a eficácia dos antiácidos. 6
Certos alimentos, como açúcar, gorduras e condimentos, sensibilizam a mucosa e deixam o estômago mais vulnerável à ação do ácido estomacal. 6
Por isso, pessoas que seguem uma dieta repleta desses alimentos têm mais chances de ter gastrite. 6
A gastrite pode ser classificada em diferentes tipos, a depender da sua causa e duração. 6
A gastrite aguda é uma inflamação repentina e temporária, causada por fatores como estresse, infecções, medicamentos, traumas ou refluxo. Normalmente, os sintomas aparecem quando esses fatores provocam uma redução do muco protetor, danificam a barreira do estômago ou aumentam a acidez estomacal. 6
A gastrite crônica é um tipo mais agressivo e duradouro da doença, que pode causar danos graves e até fatais. 6
A sua principal causa é a infecção por H. pylori, que geralmente começa como gastrite não atrófica (não erosiva) e pode evoluir para a forma atrófica (erosiva) se não tratada. 6
Ou seja, o quadro começa mais leve, sem causar corrosão ou dano ao revestimento do estômago. No entanto, se negligenciado, pode provocar alterações na parede estomacal. 6
A gastrite atrófica crônica é normalmente ligada a causas autoimunes, em que o corpo ataca suas próprias células do estômago, o que provoca a inflamação e danos graves. Até hoje, não se sabe ao certo se é um distúrbio isolado ou se o H. pylori pode desencadear essa resposta em pessoas vulneráveis. 6
A gastrite reativa ocorre devido a aspectos como uso de medicamentos, consumo excessivo de álcool, exposição à radiação ou refluxo gástrico. 6
Esses fatores causam uma inflamação leve no estômago e danos na mucosa, geralmente sem sintomas. O quadro é detectado ao realizar uma endoscopia, que pode mostrar erosões ou úlceras. 6
Esse tipo de gastrite, como você já entendeu a essa altura, é aquela que está relacionada ao estresse e à ansiedade. 6
Normalmente, a condição é identificada quando a pessoa apresenta os sintomas da doença, mas o médico não consegue detectar alterações estruturais ou outros problemas que justifiquem o quadro. 6
Cada tipo de gastrite pode apresentar características, causas e sintomas distintos. Por isso, os tratamentos mais recomendados também podem ser diferentes. 6
Sim! Uma das principais características da gastrite é a dor na região da barriga, mais especificamente na “boca do estômago”. Esse sintoma é comum entre todos os tipos da doença, desde a nervosa até a reativa. ²
Para saber se o incômodo está relacionado com gastrite ou se é provocado por outro problema de saúde, você pode observar como é o sintoma. Em geral, a dor da gastrite é descrita como uma sensação de queimação ou aperto, que piora após as refeições ou quando você está muito estressado. ¹
Além da dor, esse tipo de gastrite provoca os seguintes sintomas:
Sabe aquela sensação de que a comida não caiu bem? Essa indigestão é bastante comum em quadros de gastrite, principalmente quando a doença está avançada e já provocou erosões na parede do estômago. ²
Quando você está mais nervoso ou estressado, também pode sentir esse desconforto após se alimentar. ²
A gastrite pode provocar sensação de saciedade, mesmo quando você coma pouca quantidade de comida. Esse sintoma acontece tanto pela inflamação da mucosa quanto pela dificuldade de fazer a digestão dos alimentos. ²
A azia é uma sensação de queimação, que pode ir do peito à garganta, e é um sintoma comum da gastrite. ²
A gastrite pode causar enjoo, náusea e vontade de vomitar. ²
Normalmente, o vômito tem uma cor clara, amarelo-esverdeado. Porém, em casos mais graves, é possível perceber um pouco de sangue devido ao quadro inflamatório constante. ²
Se essa alteração acontecer, procure atendimento médico rapidamente. Esse pode ser um sinal de lesões na mucosa do seu estômago. ²
Como a inflamação pode interferir na digestão, os alimentos continuam parados no estômago. Logo, os gases resultantes desse processo também costumam acumular e provocar sintomas desagradáveis. ²
A inflamação do revestimento do estômago pode causar um inchaço na região da barriga, a famosa distensão abdominal. Algumas pessoas também percebem o “estômago alto”. ²
Além desses sintomas, formas mais graves da doença podem provocar: ²
A ocorrência de um ou mais desses sinais de forma contínua, ou intermitente por 12 semanas, durante seis meses, é diagnosticada como gastrite nervosa. ²
Outro fator para o diagnóstico é a falta de evidências de alguma doença orgânica ou infecção pela bactéria H. Pylori, por exemplo, detectada durante o exame de endoscopia. ²
Agora que você já sabe quais os sintomas, a seguir, confira como tratar a gastrite nervosa.
O tratamento e a prescrição de remédio para gastrite devem ser feitos com a orientação de um gastroenterologista, que faz o exame e a anamnese para confirmar o diagnóstico. ¹
Como os sintomas são desencadeados por fatores emocionais, o tratamento, geralmente, inclui consultas com psicólogos — em alguns casos, um psiquiatra também faz parte da equipe. 7
Quando necessário, o profissional pode receitar ansiolíticos e antidepressivos como parte do protocolo de cuidados desse distúrbio, já que o controle do transtorno de ansiedade e da depressão podem reduzir os gatilhos da doença. 7
Além disso, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos próprios para tratar a inflamação, como os inibidores da bomba de prótons, que bloqueiam a produção de ácido, aliviam os sintomas e auxiliam na cicatrização de lesões no revestimento do estômago e esôfago. 7
Por fim, os antiespasmódicos, como o Buscopan, podem ajudar a reduzir a dor do quadro de forma rápida e prolongada. 7
Afinal, a gastrite nervosa tem cura? Bom, como a doença não é causado por uma infecção bacteriana ou por uma alteração clínica, como a gastrite comum, mas sim pelo estresse e ansiedade, o quadro não tem uma cura definitiva, já que está relacionado ao controle do estresse. ¹
O tratamento foca em aliviar os sintomas e prevenir crises, o que inclui mudanças no estilo de vida, como adotar uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e técnicas de relaxamento. Acompanhamento psicológico e medicamentos ansiolíticos podem ser indicados para lidar com as alterações emocionais. ¹
Com o controle adequado do estresse e hábitos saudáveis, é possível minimizar os episódios e viver sem grandes desconfortos. ¹
Esses pequenos cuidados ajudam a evitar os episódios de crise. Dessa forma, os gatilhos ficam sob controle, os sintomas são aliviados e a qualidade de vida melhora.
Além de remédios e das ações descritas acima, a alimentação é um fator importante para o controle da doença. Saiba o que comer para prevenir o problema.
Uma alimentação saudável conta com nutrientes variados obtidos por meio de alimentos ricos em fibras, frutas, verduras, grãos e farelos. 8
Além de serem mais fáceis de digerir, essas fontes alimentares proporcionam mais saciedade e ajudam a manter as funções digestivas em equilíbrio. 8
As carnes magras como peixes e frango (especialmente a carne da região do peito), por exemplo, são opções mais leves e fáceis de digerir, o que evita a sensação de indigestão e comida parada no estômago. 8
As carnes vermelhas, ao contrário, são mais pesadas e digeridas de forma mais lenta. Então, dar preferência às versões grelhadas dos cortes mais magros contribui para melhorar a qualidade das refeições. 8
Incluir a versão integral de alimentos como arroz e aveia ajuda a ingerir mais fibras nas refeições, o que melhora a digestão. 8
Outros benefícios do consumo de fibras são o equilíbrio da taxa de colesterol, a diminuição do inchaço abdominal e a redução dos gases. Em média, é necessário ingerir entre 20 e 30 gramas desse tipo de carboidrato por dia. 8
Os vegetais também são essenciais no cardápio, pois são ricos em fibras. 8
Uma vantagem do consumo desses alimentos é a possibilidade de variar o modo de preparo, já que os legumes podem ser consumidos crus, cozidos ou no vapor. 8
Entre as principais opções estão:
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Leia também: Qual é o Buscopan® mais forte e para que serve? Descubra agora
Sim, Buscopan ajuda a aliviar os sintomas da gastrite, principalmente dores fortes na barriga. Isso porque o medicamento age diretamente na musculatura do trato gastrointestinal para aliviar espasmos e reduzir o incômodo. 9
No entanto, é importante lembrar que Buscopan não trata a doença. Ou seja, não controla a acidez estomacal nem reforça a proteção do estômago, ok? Sua ação se limita ao controle da dor para que você siga o tratamento da gastrite com mais conforto. 9
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Buscopan composto. butilbrometo de escopolamina e dipirona. Indicações: tratamento dos sintomas de cólicas intestinais, estomacais, urinárias, das vias biliares, dos órgãos sexuais femininos e menstruais. MS 1.7817.0891. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. 07/2022.
Referências Consultadas:
9. Bula Buscopan Composto. Acesso dezembro/2024.
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